LUPA no Fazendo Gênero 13!
Nos dias 29 de julho a 2 de agosto, a LUPA, esteve presente no “Fazendo Gênero 13 – contra o fim do mundo: anti-colonialismo, anti-fascismo e justiça climática”.
Nos dias 29 e 30 de julho, aconteceu o Simpósio Tématico: Mulheres e Drogas: feminismos antiproibicionistas na construção de justiça e bem viver. Coordenação: Flavia Medeiros Santos (UFSC), Luana Malheiro (UFBA).
Descrição do simpósio: Nos últimos anos, o movimento de mulheres tem sido protagonista da resistência ao recrudescimento da extrema-direita em setores conservadores da sociedade e dos poderes políticos institucionalizados, assim como liderado a luta contra opressões estruturais e mecanismos históricos de reprodução de desigualdades. Por estratégias ancestrais de sobrevivência e transmissão de saberes, e por tecnologias sociais de subversão e emancipação, feministas tem se organizado em diferentes contextos em busca da construção de uma sociedade mais justa, menos violenta, mais tolerante, menos repressiva, mais acolhedora, menos desigual. A proposta deste ST parte do contexto da Rede Nacional de Feministas Antiprobicionistas (RENFA) que se organiza nacionalmente no combate do cistema heteropatriarcal racista e capitalista que tem na proibição das drogas uma ferramenta de poder para exploração de vulnerabilizações e aprofundamento de desigualdades. Nosso objetivo é reunir trabalhos que abordem de que forma feministas antiproibicionistas articula as pautas antirracista, anticapitalista, abolicionista penal, anticapacitista e antifascista incidindo no debate da política de drogas, bem como na construção de práticas de autocuidado e bem viver com(o) usuárias de drogas. Esperamos discutir como a interseccionalidade se impõe e como a atuação política perpassa o cotidiano, seja por sua cor, gênero, sexualidade, classe social, origem, moradia, e que se acentua às pessoas usuárias de drogas devido à repressão e militarização do controle sobre uso, consumo e circulação de drogas. Esperamos receber trabalhos com contribuições desde as perspectivas dos feminismos negro, transfeminista, interseccional, latinoamericano, agroecológico, antimanicomial e antiproibicionista que apresentem descrições e reflexões sociológicas, etnográficas, históricas filosóficas, artísticas, pessoais, jornalísticas e jurídicas sobre de que maneira, mulheres cis, pessoas trans, travestis e não bináries, negras, indígenas, latinas, mães, usuárias de drogas, sobreviventes do cárcere, trabalhadoras, militantes e ativistas, têm atuado para a construção de potências por estratégias e táticas de sobrevivência, resistência e subversão a um contexto no qual seus corpos e suas vidas são os principais alvos dos violadores de direitos civis e humanos.
No dia 01 de agosto, houve a Mesa Redonda 32, intitulada de “Direitos Humanos, feminismos antiproibicionistas e antipunitivistas: estratégias antifascistas”, na sala Goiabeira no Centro de Cultura e Eventos da UFSC.
Com a participação de: Alessandra Teixeira (UFABC) – Resistências à colonialidade de gênero e ao racismo dos sistemas punitivos: ativismos desencarceradores e redes de cuidado; Flávia Medeiros (UFSC) – Coordenação – Política de drogas, autonomia e cuidado; Rochelle Facchineto (UFRGS) – Homicídios de mulheres e feminicídios: as disputas jurídicas em torno da classificação da violência letal contra mulheres no RS e Carolina Pommer (Representante da RENFA) – Debate.
Tivemos participações de pesquisadoras da LUPA em diversos Simpósios Temáticos do evento:
Jo P. Klinkerfus e Larissa Teixeira apresentaram o trabalho: “Decidindo o que é ‘violência de gênero’: Perspectivas etnográficas acerca de políticas de combate a violência de gênero em instituições públicas de Santa Catarina” no ST 187: Violências de gênero e distintos arranjos para seu enfrentamento: Pesquisas, Políticas e Redes de proteção.
Rebeca de Souza Vieira e Kellyn Gaiki Menegat apresentaram o trabalho: “Guerra às Drogas como instrumento de controle e aprisionamento de mulheres no Brasil: Os casos de Florianópolis e Salvador” no ST 018: Mulheres e Drogas: feminismos antiproibicionistas na construção de justiça e bem viver sob coordenação de Flavia Medeiros Santos (UFSC) e Luana Malheiro (UFBA).
Gabriela Fortunato Castro, realizou a apresentação do trabalho: “Antropologia, direitos humanos e feminismo: políticas frente ao ‘machismo acadêmico'” no ST 029: A inclusão de mulheres na carreira científica, no mercado de trabalho e na universidade: algumas interlocuções de gênero.